segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ciência

Primeiro navio vertical do mundo explorará o fundo do mar
Um arquiteto francês apresentou publicamente o protótipo do que deve ser o primeiro navio vertical do mundo e que deve possibilitar ao homem uma nova maneira de explorar o fundo do mar. Jacques Rougerie, de 64 anos, diz que sua invenção, uma estação oceanográfica batizada de SeaOrbiter, será realidade "em um futuro próximo".
Ele afirma já ter metade dos 35 milhões de euros necessários para a construção da estrutura, que, ao contrário das atuais estações submarinas, será móvel e poderá navegar pelos oceanos.
"Atualmente, os oceanógrafos só podem mergulhar por curtos períodos de tempo e depois têm de ser trazidos para a superfície. É como se fossem levados para a Amazônia e depois tirados de lá em um espaço de uma hora", comparou. "O SeaOrbiter vai oferecer uma presença móvel permanente com uma janela para tudo o que está abaixo da superfície do mar."
PlataformasSegundo o projeto de Rougerie, a estação terá 51 metros de altura e contará com uma parte submersa e outra para fora da água. Equipamentos de navegação e comunicação ficarão acima da superfície, juntamente com uma plataforma de observação.
Os cientistas viverão debaixo d'água e haverá uma plataforma pressurizada de onde mergulhadores poderão partir em missão. O projeto conta ainda com a consultoria de Jean-Loup Chrétien, o primeiro astronauta da França, que está envolvido no design da estação.
O sistema anti-colisão da estrutura é baseado no que é atualmente utilizado na Estação Espacial Internacional. Rougerie, que dirige um carro-anfíbio, vive e trabalha em um barco e já passou 70 dias em uma expedição submarina, disse que as chances de o SeaOrbiter ser realmente construído "são de 90%".
Um grande estaleiro francês já assinou sua participação no projeto, que também ganhou o apoio do presidente francês, Nicolas Sarkozy.

sábado, 21 de novembro de 2009

Astronomia

A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) anunciou a descoberta de água na Lua, o que abre um novo capítulo na prospecção do satélite terrestre.
No dia 9 de outubro, a Nasa fez a sonda LCross e seu foguete Centauro se chocar no fundo da cratera Cabeus, no polo sul da Lua, em uma operação que buscava confirmar a presença de água no satélite natural da Terra.
A água representa um potencial recurso para sustentar uma futura exploração lunar.
Cientistas especularam por muito tempo sobre a fonte de vastas quantidades de hidrogênio que foram observados nos polos lunares. As descobertas da LCross mostram que a água na Lua deve ser em maior quantidade e mais distribuída pelo astro do que suspeitado previamente.
O impacto criado pelo estágio superior do foguete Centauro do LCross criou um volume de material em duas partes a partir da base da cratera, diz a Nasa. A primeira parte era composta de vapor e poeira fina e a segunda, de materiais mais pesados
"Estamos revelando os mistérios de nosso vizinho mais próximo e por extensão do Sistema Solar", disse Michael Wargo, cientista-chefe lunar na sede da Nasa em Washington.
As áreas permanentemente sombreadas "guardam uma chave" para a história e evolução do Sistema Solar", diz o comunicado da Nasa.
A agência espacial também diz que, desde que ocorreram os impactos, a equipe de cientistas da LCross "trabalhou sem parar" para analisar a gigantesca quantidade de dados que a nave coletou.
A equipe se concentrou em dados dos espectrômetros do satélite, que fornecem a mais definitiva informação sobre a presença de água. Um espectrômetro examina luz emitida ou absorvida pelos materiais, o que ajuda a identificar a composição deles.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Meio Ambiente

Surfando na tempestade
Diante da costa da região nordeste da África do Sul, o vento que sopra de terra fustiga as águas produzindo espuma sobre as vagas que se encaminham para a arrebentação. Animado, um grupo de golfinhos faz a maior folia entre as ondas trovejantes. Pesquisadores suspeitam que os cetáceos se esmeram nos saltos acrobáticos porque o malabarismo lhes proporciona prazer. Os animais extraem, contudo, outro proveito desses pulos. Eles lhes servem também à higiene do corpo. Cada mergulho na água os livram de inúmeras algas e parasitas que trazem grudados na pele